terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Cenários vivenciados e caminhos escolhidos – A experiência da Escola Luiz Braga

 

Não sabemos se vida é certa ou incerta demais. Por muitos anos aprendemos que os afetos eram demonstrações de amor e cabiam abraços, beijos, toques, e muita presença na vida do outro que amamos e convivemos. De uma hora para outra a vida se coloca de outro modo, e o que era não pode ser mais. Expressar amor e respeito ao outro passou a ser representado pelo distanciamento, agora sem contatos físicos. Cuidar passou a ser nossa prioridade. Cuidar da gente e do outro. Novos mundos nasceram. Mas, talvez seja uma certeza de que devemos estar prontos para viver as experiências mais diferentes que a vida impõe.

Não sabíamos que aquele 17 de março de 2020 era o último dia de encontros humanos dentro do espaço da escola. E que a partir dali as experiências vividas por cada pessoa anteriormente precisariam ser ressignificadas. Passamos a ler os olhares porque as máscaras impedem os risos com lábios. As nossas casas nunca foram aproveitadas por nós como são hoje, deixando de ser apenas lugar de aconchego e da família, abrindo-se também para espaço de trabalho. E que coisa é essa de fazer trabalhos em casa?

Trabalhar integralmente em casa é uma atividade não comum para muitos de nós, daí a experiência de se reinventar, conseguir colocar os afazeres da casa, a atenção e cuidado das crianças (que estão sem aulas presenciais, mas fazendo atividades remotas). Não tem sido fácil, não mesmo. Tem sido possível juntar e misturar tudo isso.

Não somos os mesmos, principalmente nós que compomos a parte gerencial da escola e que estamos na linha de frente de profissionais, alunos e famílias. Desenvolver a auto competência socioemocional para dialogar, motivar e acolher o outro, utilizando de vários recursos para acessar a cada um. E manter os vínculos.

Em algum momento da história voltaremos a escola para um reencontro presencial e físico (e que seja logo! E vacinados!). Nesse reencontro os corpos serão os mesmos, mas as formas de ver o mundo serão outras. As experiências, traumas, resiliências e aprendizagens nos levarão a um novo normal. Até lá vamos continuar remando e impulsionando para a frente à comunidade escolar.

Sabemos que cada indivíduo tem vivido as mais diversas situações em seus contextos. Para alguns, experiências boas como brincar e fazer as refeições com os filhos, dormindo por mais tempo, aprendendo e estudando a distância, aprimorando os dotes culinários ou qualquer outra coisa que remete a pensar em bem estar. Mas não é assim para todos. Do outro lado da janela tem outras pessoas sofrendo, passando fome, sendo violentadas, com seus direitos negligenciados e sabe-se lá mais o que se acrescenta nessa lista, porque estamos no mesmo mar em condições bem distintas, uns em iates ou barcos transatlânticos, outros em pequenas canoas ou botes, outros agarrados a troncos de árvores e outros a nado em mar aberto.

          A escola não pode parar, ela precisa ser muito mais que muros e paredes. Ela é feita de gente, por isso ela precisa chegar onde estão as pessoas. É hora de escola na família.

    Cabem aqui as experiências que estamos praticando em tempos de distanciamento físico, porque a escola não pode deixar de existir nas expectativas de vida das pessoas.

Os profissionais da Escola Luiz Braga conseguiram trabalhar utilizando várias metodologias, explorando os recursos educacionais abertos e interativos a exemplo de: PLATAFORMA ELO, QUIZAR, GOOGLE FORMS, etc.







Os PROJETOS INTEGRADORES foram grandes aliados das atividades não-presenciais, de forma que trabalhou-se com projetos interdisciplinares que aglutinaram temas importantes para aprendizagem do aluno, ampliando a dimensão integrada das áreas do conhecimento. As habilidades a serem desenvolvidas foram o centro dessas ações, assim trouxe uma nova proposta de ensino-aprendizagem.




Houve interações “ao vivo” em forma de “LIVE” no You Tube, considerando que o You Tube é uma ferramenta muito acessada pela sociedade atual e possibilita a interação síncrona e assíncrona, mas tem seu ápice na gravação diante um público. É interessante que alguns professores criaram CANAIS para potencializar as interações com os alunos.

















https://www.youtube.com/channel/UCpoNrgWd1y5yBrYXmAn6cHA/playlists?disable_polymer=1

Também tiveram as aulas interativas nas plataformas ZOOM e GOOGLE MEET, onde professores a alunos puderam participar de aulas participativas, e, que de certo modo motiva o aluno. Em paralelo, sempre realizamos reunião coletiva entre professores, equipe diretiva e coordenação pedagógica quinzenalmente para alinhamento da comunicação, formação e informação.




Outras aulas foram dadas via vídeo-aulas (vídeo+aula) que foram gravadas e distribuídas em formas de vídeo nos grupos de whatsapp.










Aos alunos sem acesso à internet e também os alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE) receberam ATIVIDADES REMOTAS IMPRESSAS.



Nos GRUPOS DE WHATSAPP houve um monitoramento dos envios de atividades, interações dos alunos entre si e com os professores, e, supervisão da equipe diretiva. Através desses grupos muitas atividades, links, vídeos, informações, esclarecimentos de dúvidas dos alunos e tantas outras coisas maravilhosas que aconteceram, a exemplo de CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS e GINCANA VIRTUAL.